quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

SAUDADES




Tenho uma rosa vermelha na mão.



Cortada cerce num público jardim



Morro como ela nesta triste solidão



Se ficas muito tempo longe de mim



Fiquei esperando que chegasses.



Como não viste parti cavalgando.



Singular tristeza antes t'afastasses



Do meu corpo que esta chorando



Batida pelas chicotadas, o desgosto.



A tristeza vai comigo seja aonde for


Correm as lágrimas pelo meu rosto



Pobres companheiros da minha dor.



Fiquei observando a noite o espaço.



Tentando encotrar-te na escuridão



A nostalgia deu-me um abraço



E me aninhei nos braços da solidão



Oh não! Não te quero companheira



Vivi como a rosa que tenho na mão



Esperando ser regada a vida inteira.



Nos maus momentos de saturação.



Vivo em estranha ansiedade



Pelo fato de não te ver



Se si morre de saudades



Então é disso que vou morrer



Conto as horas e os minutos



Olho para o relógio sem ver



Esperando que ele dê frutos



A saudade que esta a nascer



Como pode algém viver assim



Vendo imagens em todo o lado



Se não consigo pensar por mim



Levo tua imagem de braço dado



Não sei se isto será paranormal



Esta obstinação da consciência



Porque me sentirei tão irracional



Quanto mais noto a tua ausência.






Lucindo Fernando Santos Neves( poeta,ator,diretor portugues)