

Tenho uma rosa vermelha na mão.
Cortada cerce num público jardim
Morro como ela nesta triste solidão
Se ficas muito tempo longe de mim
Fiquei esperando que chegasses.
Como não viste parti cavalgando.
Singular tristeza antes t'afastasses
Do meu corpo que esta chorando
Batida pelas chicotadas, o desgosto.
A tristeza vai comigo seja aonde for
Correm as lágrimas pelo meu rosto
Pobres companheiros da minha dor.
Fiquei observando a noite o espaço.
Tentando encotrar-te na escuridão
A nostalgia deu-me um abraço
E me aninhei nos braços da solidão
Oh não! Não te quero companheira
Vivi como a rosa que tenho na mão
Esperando ser regada a vida inteira.
Nos maus momentos de saturação.
Vivo em estranha ansiedade
Pelo fato de não te ver
Se si morre de saudades
Então é disso que vou morrer
Conto as horas e os minutos
Olho para o relógio sem ver
Esperando que ele dê frutos
A saudade que esta a nascer
Como pode algém viver assim
Vendo imagens em todo o lado
Se não consigo pensar por mim
Levo tua imagem de braço dado
Não sei se isto será paranormal
Esta obstinação da consciência
Porque me sentirei tão irracional
Quanto mais noto a tua ausência.
Lucindo Fernando Santos Neves( poeta,ator,diretor portugues)




